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APAE - SÃO FRANCISCO DE SALES

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Ano de 2013

PLANO ANUAL DE ATIVIDADES APAE 2013 

I - Introdução:

            Nossa meta para 2013 é avaliar e atender todos os usuários Apae que necessitarem dentro da medida do possível.

O Plano de Trabalho passa por etapas ou fases, tais como a sensibilização, conscientização, que visa romper preconceitos e desenvolver ações que beneficiam as Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais. Oferecendo atendimento nas áreas de Estimulação Precoce, Habilitação Prevenção, reabilitação e assistência pedagógica, inclusão no ensino comum:

            Motivar a sociedade como pré – requisito para a pessoa com necessidades especiais buscar seu desenvolvimento e exercer sua cidadania, inserção no mercado de trabalho. 

II - Programas a serem Implantados em 2013 

1. A Diretoria 

Proposta de Trabalho, 

            No ano de 2013 continuaremos a trabalhar defesa de direitos, e promover ações onde envolva os setores pedagógicos, administrativo e social da entidade. Já no setor administrativo as propostas visarão eventos para a manutenção da entidade através de recursos financeiros adquiridos com promoções: almoço, leilão, jantar, rifa, arrecadação através de sócios contribuintes e voluntários com prestação de serviços. Pretendemos participar de encontros, reuniões, cursos, olimpíadas regionais, capacitações que visam melhorar a entidade como um todo.

Trabalharemos para que ocorra um melhor atendimento aos Portadores de Necessidades especiais e uma melhoria na organização e no atendimento junto ao SUS.

No setor pedagógico, visar à inclusão dos usuários Portadores de Necessidades Especiais às escolas regulares, mediante assistência e acompanhamento. Oferecer reforço Educacional através de voluntários aos alunos matriculados nas escolas Públicas.

Na questão social promover parcerias com poderes públicos, assistência social, empresas em busca da aquisição de benefícios e preparação para o desenvolvimento de suas habilidades.

                

2. ASSISTENCIA SOCIAL.

                O Setor de Serviço Social voluntário atendera as famílias de deficientes matriculados ou não na instituição, acompanhando seu desenvolvimento durante o tratamento especializado. O objetivo desse atendimento é uma melhor interação, participação e aceitação da pessoa deficiente pela a família e meio social em que vive.

Especificações do trabalho:

1- triagem

2- entrevista inicial

3- orientação sobre o tratamento e a instituição

4- encaminhamentos:

- para avaliação no Setor de Psicologia

- para avaliação em clinica neurológica e psiquiátrica do Município ou fora.

- para exames complementares

- para utilização de recursos públicos e da comunidade

- para tratamento de adultos no Setor de Fisioterapia

5- visitas domiciliares

6- entrevista com a família para acompanhar o tratamento visando maior integração.

7- orientação e encaminhamento para obtenção do Benefício de Ação Continuada

 

            O atendimento à família da pessoa deficiente, objetiva sua melhor interação, participação, aceitação e inclusão.

 

3. Psicólogo

 

            Os usuários dos programas da Apae serão atendido por um profissional uma vezes por semana na entidade e encaminhamento para acompanhamento complementar junto ao Município. 

3.1 - Intervenção Precoce:

  1. Avaliar crianças de 0 a 3 anos com suspeita de deficiência;
  2. Encaminhar para outros profissionais ou instituições para realização de exames e/ou atendimentos complementares;
  3. Orientação à família das crianças atendidas.
  4. Classificação da clientela 

                - Distúrbios de comportamento

                - Deficiência mental (leve, moderada, profunda)

                - Deficiência múltipla

                - Hidrocefalia

                - Microcefalia

                - Síndrome Down

                - Síndrome de Hallerman Straiff

                - Síndrome de Russel Silver

                - Síndrome de West

                - Autismo

                - Deficiência visual

                - Deficiência auditiva

- Paralisia cerebral

- Atraso no desenvolvimento

- Deficiência de aprendizagem

3.2  Psicologias Educacionais:

 

a. Avaliar crianças em idade escolar (Educação Infantil e Ensino Fundamental) com suspeita de deficiência;

b. Encaminhar para escola comum, ou outras formas de atendimentos necessários.

 

4. Fisioterapeuta

Os usuários que necessitarem de atendimento fisioterápico serão atendidos individualmente na entidade uma vez por semana e nós estaremos encaminhando para a clínica de fisioterapia do município e trabalharemos reforço voluntário na entidade.

Continuaremos trabalhando para a criação da clinica de fisioterapia na unidade.

 

5. Fonoaudiologia 

                Patologias trabalhada / Estratégias terapêuticas.

1) Distúrbios articulatórios:

                Alterações na fala, dislalia, dispraxia, serão realizados exercícios miofuncionais orais na frente do espelho e/ou através de atividades lúdicas;

                Recursos utilizados: liga ortodôntica, retalho de hóstia, jogos, canudos, materiais de sopro.

2) Deficiência auditiva:

                Exercícios de memória, atenção, discriminação, localização, análise/síntese auditivas. Propriocepção através de estimulação tátil, atenção, memória e discriminação visual, visando estimulação de leitura labial.

                Recursos utilizados: instrumentos musicais, sons produzidos pelo próprio corpo e ambiente, atividades lúdicas.

3) Distúrbio de linguagem:

                Déficit em compreensão, recepção, elaboração, nomeação, sequenciação e evocação de linguagem.

                Recursos utilizados: atividades lúdicas, livros, recortes de jornais e revistas, lápis de cor, giz de cera, tinta, cola, tesoura, lápis, borracha, papel, régua.

4) Distúrbio de leitura e escrita

                Disgrafia, disortografia, dislexia, discalculia, inversão entre fonemas auditivamente semelhantes.

                Recursos utilizados: semelhantes aos usados em estimulação de linguagem.

5) Alteração nas funções reflexo-vegetativas:

                Mastigação, sucção, deglutição - alterações nas funções do sistema estomatognático.

            Recursos utilizados: alimentos sólidos, líquidos e pastosos, espelho, dedeira, canudo, copo descartável, liga ortodôntica.

 

6. Oficina Pedagógica - Educação e saúde 

  • Desenvolver no aprendiz habilidades manuais para confeccionar trabalhos artesanais.
  • Vivenciar experiências no mercado de trabalho, e no cotidiano da comunidade.
  • Reconhecer e nomear as partes do corpo e suas funções.
  • Trabalhar a higiene corporal, e do ambiente escolar.
  • Socialização.
  • Experimentar atividades em pintura.
  • Atividades de Vida Diária e Vida Prática.
  •  Adquirir habilidades em técnicas de artesanato, artes visuais, artes cênicas, artes literária, artes corporais.
  •  Afetividade e sexualidade.
  • Participação em eventos festivos na comunidade.

               7. Sala de Apoio

O programa de alfabetização tem como objetivo dar continuidade a estimulação das habilidades básicas para um bom aprendizado:

  • Coordenação psicomotora;
  • Socialização – atitudes e valores;
  •  Aprendizado – leitura e escrita, letramento, linguagem oral, conhecimento lógico matemático;
  •  Artes – música, teatro, dança, literatura, artesanato, artes visuais;
  •  Atividades do cotidiano e extra classe;
  •  Jogos educativos;
  •  Atividades de Vida Diária e Vida Prática;
  • Afetividade e Sexualidade.

 

Usando recursos materiais, tecnológicos, equipamentos, bibliográficos e outros para planejamento de estratégias que vem alcançar os objetivos do programa de alfabetização na sala de apoio de forma lúdica, diversificada e significativa.

Avaliar e reavaliar o aluno para avançar o seu processo de desenvolvimento. 


8. Educação Física     

    

            O Projeto de trabalho de Educação Física no desporto e lazer do decorrente ano estará voltado para o desenvolvimento dos alunos e melhorar a qualidade de vida dos mesmos. A atividade buscará um desenvolvimento integral nos aspectos: motor, cognitivo, afetivo, moral e social.

            Esta proposta envolverá todos os alunos deficientes que não estão inseridos na escola comum, salas com dança, jogos, atletismos, etc.

            As ações serão desenvolvidas através de projetos de trabalho que contemplará várias atividades com apoio de outros profissionais e técnicos.

            As atividades incluíram gincanas, festivais, torneios, eventos desportivos envolvendo toda comunidade e as escolas comuns e outras instituições de educação ou não.

            Participação das Olimpíadas Regionais e outros eventos quando convidados.

            As atividades citadas acima estarão sendo organizadas e estruturadas com base nas Propostas Orientadoras das Ações da coordenação pedagógica e do planejamento anual.

 

9. Inclusão Escolar:

           

            Proporcionar diálogos, fortalecer parceria para facilitar a aprendizagem dos alunos já incluídos. 

            Dar apoio à escola comum e aos familiares facilitando a inclusão desses alunos. Oferecendo no contra turno apoio pedagógico, para garantia da aprendizagem dos mesmos, bem como, promover ações para discutir e reorganizar as atividades pedagógicas de adaptação curricular e de acessibilidade.

 

9.1. Educação Infantil

            Pré l – 4 anos

Serão encaminhados e acompanhados nas escolas Públicas e creches do município.

 

9.2. Atendimento ao D.A

            Proporcionar atividades de artesanato e culinária com incentivo a profissionalização.

 

9.3. Atendimento Domiciliar

            No atendimento domiciliar atender o deficiente que não frequenta a APAE e por algum motivo esta excluído das oportunidades que poderá melhorar sua qualidade de vida no ensino especial garantindo seu direito de cidadão, até que receba o atendimento na Entidade.

 

10. PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO:

           

            É básico na entidade, através de refeições diárias o deficiente recebe alimentação de qualidade, adequada para o melhor desenvolvimento, tendo uma base alimentar condizentes com suas necessidades orgânicas, criando hábitos de alimentação correta e saudável.

11. CULTURAL:

                O artesanato é realizado como complementação do ensino e como atividade  terapêutica e  explora as habilidades individuais e grupais, assim como as atividades de pintura e desenho e dança.

                             PROJETOS

ü  Oficina do Sorriso – Cuidado com os dentes

ü  Horta Inclusiva - Plantio de Hortaliça

ü  Vacinação

ü  Feira da Bondade

ü  Fanfarra inclusiva                                   

                                  CAMPANHAS EDUCATIVAS

ü  Palestras:

  • Tema: Educação Inclusiva, Gravidez na Adolescência, Namoro, Doenças Sexualmente Transmissíveis DST
  • Palestras de combate e prevenção ao mosquito AEDES AEGIPTIUS
  • Encontros Educação Inclusiva
  • Reuniões Pais/Professores/Profissionais

Clientela Atendida:

Tipo de atendimento

0 à 3

 anos

4 à 6

 anos

7 à 10

 anos

11 à 14

 anos

15 à 18

 anos

+de 18

anos

Reforço Escolar

0

0

3

3

2

20

Clinica

0

0

3

3

2

20

Serviço

de Apoio

0

0

3

3

2

20

 

Deficiência

0 à 3

 anos

4 à 6

 anos

7 à 10

 anos

11à 14

anos

15 à 18

anos

+ de 18

anos

 

Auditiva

0

0

0

0

0

0

 

Física

0

0

2

0

0

4

 

Mental

0

0

0

2

1

11

 

Múltipla

0

0

1

0

1

6

 

Visual

0

0

0

0

0

0

 

Down

0

0

0

1

0

1

 

Autismo

0

1

0

0

0

0

 

Outros

0

0

0

0

0

0

          

                       

            Realizar um trabalho de socialização e afetividade respeitando as capacidades e limites de cada um priorizando os aspectos mais necessários dentro do desenvolvimento humano que são: os aspectos – emocional, social, afetivo, cognitivo, moral e motor, proporcionando momentos felizes.

 

 

____________________________

Antônio Donizete da Costa

Presidente da APAE

 

PARECER DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

 

            O Conselho de Administração da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Francisco de Sales - MG, abaixo assinados, no desempenho de suas atribuições legais e Estatutárias, conforme Alínea c, Artigo 22, do Estatuto Social, após análise do documento referente ao exercício de 2012,

 

Plano Anual de Atividades.

 

O mesmo foi aprovado como está redigido.

 

São Francisco de Sales – MG, 12 de abril de 2013.

 

 

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